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Na última sexta-feira, 07 de abril, Heloísa Helena, senadora e pré-candidata a presidência da república pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), proferiu uma palestra no auditório da UNA – Buritis.

A palestra, segundo o site da UNA, seria sobre Ética Empresarial. Obviamente não foi este o assunto tratado pela senadora alagoana. Em tempos de crise política em um governo do qual fora escorraçada (+ aqui) e sendo pré-candidata a presidência da república às portas de uma eleição, é claro que o assunto em debate seria ética na política. No entanto, como ela bem disse, ética se aplica a qualquer situação seja política, econômica, empresarial.

Heloísa Helena criticou as políticas sociais que oferecem migalhas à população carente num movimento que tende a manter as pessoas pobres. Citou o documentário Falcão e se referiu, desde esse momento, aos políticos corruptos como delinqüentes de luxo.

Comentou o pífio cumprimento do orçamento aprovado pelo governo Lula: segundo a senadora, o governo executou 0,5% do orçamento aprovado da educação e menos de 1% do orçamento aprovado da segurança pública.

Sobre a forma na qual o governo utiliza a publicidade, criticou que o governo faça campanhas somente quando ocorre uma epidemia de dengue – por exemplo – e no carnaval (alertando para o uso do preservativo) o resto é utilizado para propaganda eleitoral.

Num outro momento, fala da desistência da candidatura ao governo do estado de Alagoas devido às alianças que deveriam ser feitas.

Quanto ao discurso dos petistas de que os governos anteriores também roubaram, a senadora provoca: “Desse jeito teremos que convocar Pero Vaz de Caminha para depor!”

Sobre a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo a senadora lembra que toda movimentação financeira suspeita o banco comunica ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) para que este procure o cliente para dar explicações. No episódio do caseiro, o COAF foi investigar uma movimentação financeira de dez mil reais realizada há mais de trinta dias. Heloísa indaga por que o COAF foi verificar a movimentação de um caseiro ocorrida há mais de um mês e os mensaleiros nunca foram verificados? A senadora ressalta, a esta altura, a disparidade da lei no Brasil: Segundo a senadora, a lei deveria ser branda para os fracos, forte para os fortes e implacável para os fortíssimos, entretanto, no Brasil essa ordem é inversa. Ela diz condenar a banalização e a generalização (todos políticos são corruptos).

A palestra é aberta a perguntas da platéia.

A primeira pergunta é o que aconteceu com o PT?

Heloísa Helena lamenta que o ocorrido com o PT venha a legitimar a idéia no imaginário popular de que todos os políticos são corruptos e dispara: “O poder não muda as pessoas, ele as revela”
Em seguida, uma moça da platéia perguntou por que a senadora fugiu do tema [Ética Empresarial]? Ela [moça da platéia] citou o pagamento da dívida externa feito pelo governo Lula.

Em resposta à pergunta, Heloísa Helena ressalta que a dívida externa não foi paga [amortizar a dívida] e retruca dizendo que a pergunta [sobre a fuga do tema] é típica de petista. Em tom de ironia, lamenta que a garota tenha acreditado na história do pagamento da dívida externa e se dispõe a responder qualquer pergunta sobre Ética Empresarial. Ressalta ainda que provavelmente ocorreu um erro de comunicação, pois ela foi informada de que a palestra seria sobre Ética na Economia. Ainda na resposta, disse ter ficado surpresa com o fato dos bancos registrarem, no governo Lula, os maiores lucros de todos os tempos e que devido a isso, o governo FHC não era mais considerado referência.

Heloísa é questionada a seguir sobre os seguintes temas: barreiras burocráticas no processo político – CPMI dos Correios, por exemplo; Um chamado para a unificação da esquerda socialista; O medo venceu a esperança?; Capital especulativo e troca de favores; ética empresarial de empresas públicas – foi abordado o caso da Cemig que sofreu um ataque de manifestantes que teriam sido removidos de suas casas para a construção de uma barragem.

Quanto às barreiras burocráticas ela mencionou a necessidade do cumprimento do regime interno citando suas declarações na CPMI dos correios (ouça). Com relação à unificação da esquerda socialista, a senadora ressalta que a unificação não deve ocorrer para simplesmente aumentar o número e sim dar mais uma alternativa à disputa de facções (PT e PSDB) cujos projetos são idênticos segundo a senadora.

Em se tratando do medo, Heloísa Helena faz um discurso feminista dizendo que mulheres vêm a fortalecer combatendo a ausêm a fortalecer combatendo a ausista dizendo que mulheres ventarm casas para a construçno Lula, os maiores lucros de todos os tncia de coragem política. Que em política as mulheres são menos subservientes. Sobre o capital especulativo ela foi sucinta: o setor empresarial escolhe sua mercadoria: o agente público [político]. Este, por sua vez, exerce o tráfico de influência em favor de ambos, resultado: Troca de favores e dinheiro público nas mãos da gangue partidária.

Na questão da ética empresarial em empresas públicas foi questionado ainda como o controle social pode contribuir para ética na política? (tomando o exemplo do ocorrido com a Cemig).

A senadora condenou a destruição do patrimônio público. Argumentou sobre a retirada das pessoas de seu local de origem, onde tem raízes, para a construção da barragem. Disse que deve haver bom senso por parte da empresa e do governo. Ressaltou que o governo deve procurar outras formas de obtenção de energia. Disse ser de fundamental importância o controle social e que os conselhos - onde são feitas as reivindicações - não é fruto da bondade do governo e sim uma conquista da sociedade.

Ao final, encerrou dizendo que o governo atual passou três anos afrouxando as contas para, agora, em ano eleitoral, promover a Libertinagem Financeira. Despediu-se dizendo esperar que sejam debatidas idéias contrárias às que foram ditas ali. Declarou que em muitos momentos, temos a sensação de cansaço, esgotamento e parece que estamos lutando sozinhos, mas que nós vamos conseguir sim. (neste ponto, como em alguns outros, eu compartilho da opinião da senadora).